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Europeus de hoje, construtores do amanhã.
Da ciência à história, da religião à mitologia, a civilização europeia incorpora uma série de culturas sobrepostas e complexas alicerçada numa zona de paz e de estabilidade com força gravitacional suficiente para atrair outras nações ao grupo dos fundadores da União.

Da memória histórica do velho continente e do seu edifício dos valores fundamentais, sobressai a ação central do cristianismo na criação, modelação e consolidação do património espiritual e moral da União. Sob a égide do “grande códice”, nesta floresta com troncos da mesma raiz e ADN comum, os Europeus de hoje, construtores do amanhã, têm oferecido a formação desta consciência: O desenvolvimento dos valores individuais e universais da dignidade do ser humano; O sentimento profundo da justiça social e da liberdade religiosa como fundamento de todas as outras liberdades civis; A valorização do trabalho e da solidariedade; A vanguarda do pensamento e da ciência; O espírito de iniciativa e da democracia; O amor à família e o respeito pela vida; O desejo de cooperação, da paz e do bem estar entre os povos. Não tenhamos dúvidas, a construção europeia moderna foi, é, vai ser, o mais fascinante projeto político que os povos alguma vez conheceram.

Nas palavras de Schuman "A democracia nasceu no dia em que o homem foi chamado a realizar, na sua vida temporal, a dignidade da pessoa humana, na liberdade individual, no respeito pelos direitos de cada um e com a prática do amor fraterno para com todos. Jamais, antes de Cristo, tinham sido formuladas tais ideias". Aqui no “mundo greco-romano, europeu e mediterrânico”, não temos os vinte séculos deste legado “democrático” (que a cultura hebraica tem), mas cedo cristalizámos o conceito de unidade e não uniformidade (o próprio Evangelho de Jesus é só um, no entanto apresenta-se segundo Mateus, Marcos, Lucas e João) que atravessou tempos e chegou aos nossos dias com o descentramento cosmológico (Galileu), biológico (Darwin), psicológico (Freud), sociológico (Marx)… . Chega-nos por “determinismo genético” ou por transmissão cultural e, nos dias que vivemos, é nestes dias, e não noutros, que os Europeus de hoje devem também fazer a diferença - “Repara, olha e ficas a saber”.

Os desafios para o cristianismo são os mesmos que os desafios para a União (leia-se Humanidade): Acreditar em Deus implica em si mesmo acreditar no ser humano!

Paulo Simões Lopes IX.2013

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