Cadernos

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cadernos.apcrsi reune conjuntos de artigos de opinião de colunistas, políticos, cientistas, professores, educadores… “escritores”, que que sabem muito mas não sabem tudo. São textos recolhidos da comunicação social escrita, generalista ou especializada, que pela sua importância foram agregados por temas atuais e relevantes para comunidade educativa do CRSI.
Estes conteúdos podem ser consultados de forma avulsa -textos- ou em formato conjunto -caderno-
EducarLiberdades de aprender e de ensinar
“Raramente se emprega a palavra educação sem lhe limitar imediatamente o sentido. Ao usá-la, pensa-se na Escola e, no entanto, a educação faz-se, inicialmente, na família, sem falar desse “meio-termo” que é constituído pela rua, o desporto, os movimentos de juventude, os media, etc. Pensa-se no ensino, como se a educação não fosse tanto física, estética, moral, afectiva, como técnica e intelectual. Pensa-se na criança, mas não estão os adultos, também eles a educarem-se sem cessar, mesmo que não seja senão pela experiência da vida.”

Ana Cristina Marques In Observador, 10jul2014

Férias em família: como lidar com os mais pequenos

O intervalo escolar é sinónimo de mais tempo em família, mas há exageros que devem ser evitados. “Nem pais a menos nem pais a mais”, diz o psicólogo e docente José Morgado.

Ana Cristina Marques In Observador, 02jul2014

Cristina Valente: “Divinizamos os bebés desde muito cedo e tornamo-los tiranos”

É psicóloga e, pela primeira vez, escritora. Acha a culpa paterna inútil e garante que o castigo afeta uma criança no longo prazo. E para que lado pende a balança?

Catarina Fonseca In Activa, 27jun2014

O que não deve (nunca) dizer aos seus filhos

‘Não é preciso ter medo’ ou ‘se gostasses de mim não te portavas dessa maneira’ são frases que diz sem pensar e à pressa? Mas o seu filho não as esquece. Nunca desvalorize o poder das palavras: elas podem ser a diferença entre uma criança alegre e confiante e um miúdo inseguro e infeliz.

Ana Cristina Marques In Observador, 17jun2014

Eduard Estivill: “Pais inseguros criam filhos inseguros”

Mais do que um pediatra, Eduard Estivill assume-se como cientista. Em entrevista ao Observador, o pai do famoso método para o sono defende que as regras são essenciais para criar uma criança..

Catarina Ribeiro In Público, 10jun2014

Estranhas formas de amar os filhos…

Estranhas formas de amar estas…não sabe amar um filho quem não o educa e cuida, e isso implica ser maduro, ter alguma inteligência e ser sensível. Palavras pouco técnicas, é certo, todas elas têm um sinónimo nos livros de psicologia, mas não é a tecnocracia da parentalidade que nos guia neste texto.

Ana Cristina Marques In Observador, 26mai2014

“Todos os castigos são inúteis”, diz o pediatra do contra, Carlos Gonzalez”

Carlos González não é o típico pediatra. Em entrevista ao Observador, o também escritor desmistifica alguns conceitos na educação de uma criança, como “disciplina” e “limites”.

José Morgado In Público, 14mai2014

Brincar é a actividade mais séria que as crianças fazem

Há muitos anos, lembro-me bem, ainda brincávamos na rua, melhor dizendo, ainda brincávamos. É certo que muitos de nós não tiveram grande tempo para brincar, logo de pequenos ficaram grandes. Não tínhamos muitos brinquedos, mas tínhamos um tempo e um espaço onde cabiam todas as brincadeiras, quase sempre na rua.

Catarina Fonseca In Activa, 10abr2014

Por que é que as crianças não aprendem?

Fazê-lo passar o dia a estudar não ajuda necessariamente o seu filho. Numa altura em que as dificuldades escolares estão a aumentar em Portugal, um especialista ajuda-a a tornar o seu filho num bom aluno… e feliz!

Catarina Rodrigues In Público, 06abr2014

Lidar com a agressividade e a frustração dos filhos.

A partir dos 18 meses do seu bebé, muitos são os pais que se queixam de “birras” terríveis quando se diz “não” ao bebé, ou choro dilacerante quando se vai dar banho ou quando é para sair do banho ou é para vestir ou despir, etc., etc. É-vos familiar este cenário?

Rita Pimenta In Público, 04abr2014

Deixe o rapaz descer o escorrega sozinho

Proteger as crianças, sim. Atrofiá-las, não. Se é do tipo enervadinho, sempre com medo que algo de mal lhes aconteça, não leve os miúdos ao parque. Arranje alguém mais descontraído que os deixe brincar à vontade. E cair de vez em quando.

Up To Lisbon Kids, 25mar2014

Carta às mães mais que perfeitas

Eu vi-te a gritar com os teus filhos em público, vi-te a ignorá-los no parque, vi-te a levá-los à escola antes de
teres tomado banho, e de calças de pijama por baixo do casaco.
Eu vi-te a implorares aos teus filhos, vi-te a suborná-los, e a ameaça-los…

Belinda Sobral In Na Minha Merceiaria, 20fev2014

Carta a uma filha

Filha, se puderes, fica. Fica neste país que é tão lindo. Fica, mas também podes ir, podes ir para onde queiras ir. Podes viajar, conhecer o mundo, mas antes de mais conhece-te a ti própria. Não viajes para tirar fotografias a viajar, viaja sim para dentro de ti, conhece-te através do mundo, das pessoas e dos lugares..

Lisbon Kids, 18fev2014

20 coisas que todos os filhos precisam que os pais saibam.

Nos anos 90, o “The Message Internacional” publicou um texto que ainda hoje, representa de uma forma muito clara o que todos os filhos precisam que os pais saibam.
É uma espécie de mapa do tesouro por passos, mas o tesouro aqui é o futuro dos seus filhos, e a caça, é para ser feita com eles. As respostas, estão no fim do arco-íris, por isso prepare-se que a aventura vai começar.

Eduardo Sá In Pais & Filhos, 22jan2014

As crianças têm direito a não gostar de todos os professores

As crianças têm direito a não gostar de todos os professores. E têm direito a dar bolas amarelas ou vermelhas, por mau comportamento, a todos aqueles que não queiram ser mágicos, porque só esses dão colo e dão regras, instigam a curiosidade e acarinham as perguntas, brincam e contam histórias enquanto ensinam.

Gisela Henriques In Activa, 27dez2013

Os bons pais fazem uma asneira de 8 em 8 horas

Contra ideias feitas, manias da perfeição e autoritarismos bacocos, o conhecido psicólogo clínico Eduardo Sá falou com a ACTIVA sobre o desafio de ser pai e mãe, a propósito do seu novo livro.

Catarina Fonseca In Activa, 06dez2013

Educação Financeira dos 3 aos 20

A ideia não é ter um minieconomista em casa nem transformar a vida num MBA de economia doméstica, mas dar-lhes as ferramentas para que eles saibam usar o dinheiro melhor do que nós… O que é que podemos ensinar-lhes a cada idade?

Clínica da Educação, 24set2013

Bons pais preparam filhos para os aplausos, pais brilhantes preparam filhos para os fracassos

Os filhos são o melhor do mundo. O sorriso de um filho, para além de contagiante é confortante. Ser mãe e pai é um desafio de vida eterno em que as preocupações, desejos e anseios são permanentes. Desde sempre, são inúmeras as preocupações dos pais sobre os seus filhos…

Catarina Fonseca In Activa, 12abr2013

O que fazer quando ele odeia ir para a escola

Há quem faça amigos com facilidade e seja popular entre o grupo. E quem é tímido e se transforma no bombo da festa? Saiba ajudar o seu filho quando ir para a escola é um pesadelo.

Maria João Lopes In Públicom 08abr2012

Pais e investigadores dividem-se quanto à importância dos TPC

A maioria dos especialistas concorda que os TPC roubam tempo à brincadeiras nas crianças mais novas

Eduardo Sá In Pais & Filhos, 02fev2012

10 mandamentos para o amor dos pais

Não sou – reconheço – muito amigo de soluções mágicas e minimalistas que, com “gotinhas” para adormecer, “gotinhas” para aprender a controlar os esfíncteres e “gotinhas” para estimular a atenção tem vindo a transformar o crescimento numa espécie de felicidade sintética que me preocupa.

Mário Cordeiro In Acreditar, 02abr2009

A importância de saber chegar a casa a horas

Muitas birras e até problemas mais graves poderiam ser evitados se os pais conseguissem largar tudo quando chegam a casa para se dedicarem inteiramente aos seus filhos durante dez minutos.

Liberdades de aprender e ensinar

Não será por insistência no discurso ideológico ou ignorante, de direita ou de esquerda, laico ou religioso, a favor ou contra a escola privada, que irá trazer excelência e liberdade à nossa Educação. Uma rede pública de ensino deve edificar-se em contexto diverso, através da iniciativa privada, cooperativa, associativa ou estatal, num ambiente onde a escola privada não seja supletiva da escola estatal nem a escola do estado seja subalternizada, antes devam prevalecer as melhores práticas educativas, numa rede educativa que não pode continuar a ser edificada para os que já sabem, mas para os que querem aprender.

João Aníbal Henriques, 01dez2013

Infelizmente é raro encontrar quem verdadeiramente se preocupe com o que é essencial em educação: os alunos, as famílias, a qualidade efetiva do ensino e, sobretudo, as repercussões transversais que a educação tem em praticamente todos os sectores da vida (e do futuro prospetivo) de Portugal.
Portugal precisa, de facto, de uma reforma efetiva no seu sistema educativo. Precisa disso urgentemente. Mas precisa, sobretudo, porque sabemos que se agrava diariamente a apatia e o desinteresse dos alunos perante a escola, que é uma entidade com a qual eles não se identificam e de onde nada esperam receber, com consequências terríveis ao nível da qualidade da sua formação e dos resultados alcançados em termos da sua qualificação e das suas competências.
E assim chegamos à questão da liberdade. A liberdade que os professores precisam de ter para criar escolas. Para criar escolas que sejam aquelas que respondem de forma efetiva aos interesses das suas gentes. Mas a liberdade que se estende aos pais, que deverão ser livres para escolher a escola mais adequada ao perfil dos seus filhos, às necessidades da sua comunidade, às expectativas que cada um deveria poder ter…
Porque da escola depende o futuro deste País, é essencial ver mais além do que o nariz de cada um. Ser capaz de perspetivar num espectro mais vasto as implicações que a educação tem no futuro do País, em termos gerais, e no futuro de cada criança, em particular.

Guilherme d’Oliveira Martins In agencia.ecclesia, 23fev2011

A “liberdade de aprender e ensinar” exige que o Estado não tenha o monopólio do “serviço público de educação”, sem prejuízo de ter especiais responsabilidades, designadamente quanto à concretização da “educação para todos”. A questão não é meramente nominalista, mas substantiva. Se a iniciativa privada e a liberdade de acção estão consagradas como regra na vida económica e social, não faria sentido uma interpretação limitativa sobre o papel da iniciativa particular no campo da Educação. Nas “especiais responsabilidades” do Estado está a obrigação de criar uma rede educativa, de proceder ao seu financiamento adequado e de assegurar as tarefas previstas no artigo 74º, nº 2 – desde o ensino básico universal, obrigatório e gratuito até ao estabelecimento progressivo da gratuitidade de todos os graus de ensino… E é perante fórmulas tão generosas e abertas como estas que o tema deve ser analisado, tendo em consideração a escassez de recursos, a diversidade de situações sociais abrangidas e a necessidade de concretizar um conceito de “justiça complexa”, capaz de conciliar liberdade de escolha, igualdade e diferença.

Adão da Fonseca in Público 29mar2014

Direito à liberdade de educação

A prova dos nove de qualquer sistema de ensino reside na resposta que dá a uma criança de uma família com poucos ou nenhuns recursos económicos e culturais.

João Muñoz In Público, 15jan2014

Um país melhor para todos

A liberdade de escolha, contra muitos que incorretamente o afirmam, não cria guetos. A liberdade de escolha é um direito humano fundamental e um instrumento de combate à pobreza. Não conseguimos resolver todos os problemas de todos de uma só vez, mas conseguiremos certamente contribuir para a resolução de um problema de cada vez a cada família. Quanto mais depressa começarmos, mais crianças crescerão melhor.

Petição Púiblica,21dez2013

Carta Aberta Em Defesa Da Escola

Não se trata, como nos querem fazer crer, de uma suposta oposição formalista entre escola pública e escola privada, mas da necessidade de debate sobre as implicações das medidas propostas e em curso, relativamente à missão e responsabilidade social da escola, ao papel do Estado e aos fins da educação numa sociedade democrática. O que está em causa é a forma como a escola desempenha a sua função ou propósitos públicos. Entre o controlo e o centralismo estatal e a privatização da educação existe um imenso espaço de possibilidades, nomeadamente no que diz respeito à construção efetiva da autonomia das escolas.

Alexandre Homem de Cristo in i vs Hugo Mendes in jagular, 17dez2013

A liberdade de escolha e o PISA 2012

Quando, nos EUA, se assinou a primeira lei para as escolas charter (escolas de iniciativa privada integradas na rede pública), as expectativas eram elevadas. O discurso político não hesitava em lançar quatro principais promessas. Primeiro, o alargamento da liberdade de escolha das famílias. Segundo, uma melhoria de desempenhos escolares, promovida pela qualidade das escolas charter e através da concorrência. Terceiro, o acesso das crianças socialmente desfavorecidas a escolas de boa qualidade seria reforçado. E, quarto, a inovação educativa que resultasse da concorrência garantiria uma pluralidade que, por sua vez, estaria mais adequada às necessidades dos alunos.

José Manuel Fernandes in Público, 11nov2013

A escola pública e a difícil relação da nossa esquerda com a liberdade

A principal diferença na gestão das escolas privadas por comparação com as públicas é que aquelas têm de mostrar resultados aos pais e às famílias e estas só prestam contas ao ministério. Ora o que doze anos de evolução comparada permitem concluir é que quando as escolas têm de concorrer pelos alunos evoluem mais e melhor do que quando têm apenas de lutar pelos favores do ministério. O que não nos devia surpreender: os engenheiros dos Trabant também só respondiam perante o comité central, os da Mercedes tinham de satisfazer os clientes da marca, e sabemos como as duas marcas evoluíram de forma diferente.

Henrique Monteiro in Expresso, 9nov2013

O poderoso lóbi do Ministério da Educação

Ora, em lado nenhum se afirma que a propriedade e gestão das escolas têm de ser obra do Ministério da Educação. Essa é a falácia. Um sistema público e universal pode construir-se com propriedade privada, cooperativa, associativa ou pública. No sentido em que os transportes públicos em muitas regiões são de propriedade privada, o mesmo se passando com as farmácias. E isso não os impede de ter associações e contratos com o Estado, de modo a utilizar seja os passes sociais seja as comparticipações nos medicamentos.

Maria de Lurdes Rodrigues in Público, 10set2013

Igualdade para mais liberdade

Existindo já liberdade de escolha entre universidades públicas, porque não pode esta ser aplicada ao ensino básico e secundário? Resposta: as universidades estão impedidas, pelas regras de acesso ao ensino superior, de escolher os seus alunos, estão obrigadas a aceitar todos os alunos que cumpram os requisitos estabelecidos. Por isso o financiamento é feito às instituições e não aos alunos, embora varie em função do número de alunos que as instituições consigam atrair com base na sua reputação. Será que as escolas privadas estão disponíveis para, em troca do cheque-ensino, abdicar do poder de selecionar os alunos e de aceitar todos aqueles que cumpram requisitos?

Adão da Fonseca in Público, 25ago2013

A liberdade de educação e os inimigos da liberdade

O artigo 26.º da Declaração Universal dos Direitos do Homem, de que “aos pais pertence a prioridade do direito de escolher o género de educação a dar aos fi lhos”, traduz valores de “esquerda” ou de “direita”?

O n.º 3 do art.º 14.º da Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia, de que “São respeitados (…) o direito dos pais de assegurarem a educação e o ensino dos fi lhos de acordo com as suas convicções religiosas, fi losófi cas e pedagógicas” traduz valores de “esquerda” ou de “direita”?

O artigo 43.º da Constituição da República Portuguesa, de que “É garantida a liberdade de aprender e ensinar” e de que “O Estado não pode programar a educação e a cultura segundo quaisquer directrizes filosóficas, estéticas, políticas, ideológicas ou religiosas” traduz valores de “esquerda” ou de “direita”?

O direito à liberdade de educação pertence ao património cultural e político de todos os que são a favor da liberdade. Não separa a “esquerda” da “direita”. Separa, isso sim, os defensores da liberdade dos inimigos da liberdade. Estes encontram-se de ambos os lados do espectro político.

Daniel Oliveira in Expresso, 17ago2013

Apartheid Escolar?

Duas das primeiras medidas de Nuno Crato foram suspender as obras as obras de renovação das escolas públicas e aumentar os subsídios ao ensino privado. No primeiro caso, algumas dúvidas sobre a ausência de concursos públicos até poderiam ser legítimas. Mas não consta de qualquer irregularidade relevante tenha sido detetada ou qualquer correcção tenha sido feita. Foi apenas um argumento de circunstância para acabar com esse investimento…

José Vítor Malheiros, in Público 13ago2013

A direita continua a odiar a escola pública

É por isso que comparar o custo de um aluno na escola pública e o de um aluno na escola privada não tem sentido. A comparação serve actualmente a escola pública, mais barata, mas mesmo que ela custasse o dobro da privada ela deveria continuar a ser suportada pela comunidade. Porque a escola pública trabalha para transformar todos os indivíduos do pais em cidadãos e não apenas para produzir alguns técnicos bem pagos.

In APCRSI,22abr2013

Autonomia, Descentralização e as liberdades de aprender e de ensinar!

Democratizar o ensino é fazer com que seja acessível a todos a partir da infância e da mesma maneira, independentemente dos obstáculos exteriores, de origem económica essencialmente, que se opõem ao exercício deste direito e que a sociedade tem o dever de remover ou de atenuar.

Martim Avillez Figueiredo in Expresso, 10ago2013

A justiça da educação

Se for o aluno a seguir o dinheiro público, então está obrigado a conformar-se à escola que lhe toca. Se for o dinheiro a seguir o aluno, pelo contrário, pode optar pela melhor. É isso que faz o cheque ensino – dá mais liberdade de escolha a quem mais dela precisa, pondo fim à injustiça de apenas os mais ricos poderem, realmente, escolher onde educar os seus filhos

In APCRSI,19jul2013

A verdade da mentira: em defesa da liberdade de escolha

Que juntos possam redesenhar o edifício da escola estatal não em torno dos que já sabem, mas dos que ainda querem aprender! Esperamos que no fim do desafio que aqui lançamos, a Escola Pública em Coimbra passe a ser, em igualdade de circunstâncias, a preferida pelas famílias para educar os seus filhos. Nesse dia, não haverá necessidade de criar lobbies de interesses político ou empresariais, nem de requerer, por diploma, o encerramento das escolas privadas ou estatais, porque as famílias, numa rede una onde coexista a oferta do estado e a oferta privada, serão dominadas pelo seu grau de satisfação e encarregar-se-ão de fazer a “seleção” de modo natural.

Martim Avillez Figueiredo in Expresso, 08jun2013

E se todos os restaurantes fossem iguais?

A verdade é que o problema da educação não está apenas nos professores. Está num sistema que não premeia a concorrência entre escolas (e nesse sentido entre os bons e os maus professores) nem oferece liberdade de escolha aos pais.

Paulo Guinote in "XXI, TER OPINIÃO 2012"

Até que ponto há liberdade na liberdade de escolha?

Cheque-ensino. Charter schools. Magnet schools. A liberdade de escolha da escola tem assumido diferentes formas. São muitas as experiências e diferentes os graus de sucesso. Da Suécia aos Estados Unidos. Um ponto da situação possível de uma discussão que continuará a marcar o debate sobre modelos educativos.

in Público por Clara Viana, 21abr2012

Ministério admite que liberdade de escolha de escolas não será eficaz nos grandes centros

Até agora, quando inscreviam os filhos no ensino básico público, os pais tinham de indicar cinco escolas da sua área de residência, segundo a sua ordem de preferência. Nas inscrições para o próximo ano letivo vão poder pela primeira vez esquecer este critério e indicar “livremente cinco escolas da sua preferência”, frisa o MEC. Só que as vagas existentes continuarão a ser distribuídas segundo os mesmos critérios, privilegiando-se, entre outro fatores, os alunos com necessidades educativas especiais, que tenham irmãos no mesmo agrupamento ou que residam na sua área geográfica. Ou seja, concluem diretores, não se esperam alterações, nomeadamente no acesso às escolas mais procuradas.

in FLE,29fev2012

Um Estado sem escolha é uma prisão

Para os pais e estudantes, a escolha da escola “aparece como um instrumento de dinamização da qualidade” e de “diversidade e multiculturalidade” da oferta educativa. Para os professores, garante a escolha “de diferentes métodos de ensino” segundo as suas convicções, a mobilidade em termos de emprego e o mesmo regime profissional, em escolas privadas ou estatais. Em entrevista ao VER, o professor Frans de Vijlder defende que na Holanda, país pioneiro no princípio da liberdade de educação, a evolução do sistema educativo ao nível da autonomia financeira, pedagógica e curricular das escolas tem sido acompanhada por uma crescente responsabilização das mesmas

Francisco Vieira e Sousa in Sol, 30dez2011

Quantos pais vão escolher uma escola melhor

A liberdade de escolha da escola não é uma panaceia: as escolas não vão passar de más a boas do dia para a noite, e continuaremos a ter escolas melhores e escolas piores. A liberdade de escolha cria, isso sim, as condições base – quer por um maior envolvimento das famílias, quer por uma prestação de contas das escolas mais efetiva, quer por uma maior transparência no sistema – para que o serviço público melhore.

Valter Lemos in DN, 05dez2011.

A escolha da escola e a equidade

Evidentemente que todos sabemos que isto redundará na estratificação das escolas públicas, passando a haver escolas para ricos e escolas para pobres, para louros de olhos azuis e para negros, ciganos, etc., além do retorno à segregação das crianças com necessidades especiais (que aliás já está a dar sinais…), mas não deixará de haver uns “liceus de meninos bem” para filhos de “gente bem colocada” e da intelectualidade.

Marçal Grilo in Conferência na Fundação Gulbenkian, 23fev2011.

Serviço público de educação não pode ser monopólio do Estado

Existem duas escolas no mesmo sítio, uma é pública e outra privada. Como apoiá-las? Se a escola privada tiver uma avaliação melhor do que a pública, feche-se esta e deixe-se a privada. Segundo o antigo ministro, “é este o conceito de serviço público de educação”.

José Manuel Fernandes in Público, 04fev2011

Horror à concorrência

Aquela sumidade acaba a propor o que o ministério queria ouvir, incluindo uma proposta de diminuir o número de turmas subsidiadas na escola de Arruda dos Vinhos (uma escola tão má, tão má, que conseguiu a proeza de fazer com que aquele concelho tivesse a melhor média nas provas de Matemática a nível nacional) porque há pais malandros dos concelhos de Vila Franca e do Sobral que andam a matricular lá os filhos, o que parece ser um escândalo inominável.

Helena Matos in Público, 03fev2011

A casta, os carenciados e os desmancha-prazeres do ensino público

As famílias têm o direito de escolher. E em geral escolhem bem.

Esta guerra do Estado com as escolas com contrato de associação é portanto o reflexo de um Estado que deixou de se ver como um garante de direitos e foi capturao por uma casta que transformou o discurso da igualdade e do gratuito num dogma que assegura os seus privilégios e os dos seus filhos.

Mário Pinto in Fundamentos Jurídicos, 31Jan11

Não deve, porém, confundir-se escola pública e serviço público de educação, …

… pois que tanto pode ser prestado por instituições públicas como por instituições privadas…

Alexandra Pinheiro in oje 14Jan2011.

Quando os Pais dizem: Não quero!

Os pais motivam-se pelos resultados e pela sua vivência nas escolas. Estudos internacionais mostram que a qualidade do ensino está directamente relacionada com a qualidade dos professores, com a liderança escolar, com a adesão dos pais ao projecto educativo, num ambiente de autonomia escolar com prestação de contas!

Adão da Fonseca in Renascença 12Jan2011

A liberdade está em perigo

O Estado não deve financiar as Escolas; o Estado deve financiar as Famílias.

O Estado considerar que as suas iniciativas são mais valiosas do que as iniciativas dos cidadãos é a visão típica dos inimigos da liberdade.

Francisco Vieira e Sousa in Público, 08jan2011

Sobre as escolas e padarias

Pense numa cidade de pequena dimensão do nosso país. Agora imagine que aí existem duas padarias. Uma pertencente ao estado e outra não. A padaria que não pertence ao Estado vende pão de melhor qualidade: os donos são padeiros competentes e servem bem os clientes e a comunidade vive bem nutrida. A padaria estatal, pelo contrário, está sempre às moscas. Como em tempo de crise não se justifica gastar dinheiro do erário público com padarias vazias, a administração central decide usar o seu poder e… mandar encerrar a padaria privada

Rodrigo Queiroz e Melo in Sol, 30Dez2010

Competição entre escolas é factor de progresso

Nesta questão da escolha da escola, há dois campos: o dos que decidem a partir da perspectiva dos alunos e das famílias; e o dos que decidem a partir das perspectiva do “status quo”

Helena Matos in Público 09Dez2010

O ensino gratuito não existe

Em Portugal existe escolaridade obrigatória ou obrigatoriedade em frequentar o ensino pública.
O Estado não deve ter o direito de condicionar as famílias a optar pelo público ou pelo privado. Deve sim assegurar à escola escolhida pelas famílias a verba que disponibiliza em média por aluno. No fima ganharemos todos. No público e no privado, pois a qualidade é indissociável da liberdade de escolha.

Alexandra Pinheiro in oje, 06Jan2011

Educação – Desperdícios em tempos de crise

Durante anos, e mesmo na atualidade, os sucessivos governos patrocinam a construção de escolas estatais, mesmo onde já existia oferta pública garantida por escolas privadas que tinham um contrato de associação com o Ministério da Educação. Estas escolas públicas de iniciativa privada, gratuitas e abertas a todos os alunos, fazem parte do parque escolar do país e desempenham uma função social insubstituível, com resultados de qualidade quer pela sua experiência, quer pela sua ligação à comunidade que servem.

Mário Pinto in Público, 04dez2010

“Pro-choice” sim; “pro-choice”não

O Governo de Sócrates não dá nem autonomia nem vida previsível até mesmo às escolas públicas, como devia.

O que se pretende é revogar direitos de liberdade e aumentar a discriminação e o monopólio da escola estatal.

Joaquim Azevedo in Público, 26nov2010

Ensino não-estatal contratualizado: um ataque imoral

Todas as escolas, mesmo as estatais, deveriam funcionar sob contrato, com regras claras, autonomia e liberdade.

O Estado não é o único nem o melhor construtor do edifício social, como está bom de ver nesta crise em que estamos mergulhados.

Marçal Grilo e Guilherme d'Oliveira Martins in Expresso, 08mar2008

Escola pública e serviço público de educação

Para dois ex-ministros da Educação de Guterres, nem o ensino privado é supletivo do ensino público, nem a escola pública pode ser subestimada.

A liberdade de ensinar e aprender, o pluralismo e a diversidade exigem, assim, um justo equilíbrio entre as iniciativas, as escolhas, a autonomia, a diversidade, o pluralismo e a regulação

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